In this session is used to express and exchange ideas about music, film, life, philosophy, and other topics.
2008
Os humanos/eu vivem a vida a criar ideias fixas das coisas e depois invadem o território dos outros com as suas capacidades e ideias sem tentar mesmo entender o lado alheio.
Cada dia se fixam mais nas suas descobertas/crênças e moldam as suas realidades. E claro, os choques são inevitáveis. Para tentar entender mesmo o mundo dos outros vale a pena abster-nos de teimosias “realistas” do nosso conhecimento/mecanismo.
Por mais parecências que tenhamos uns dos outros, somos todos diferentes e cada único faz parte dum reino variavel, complexo e justificado. Viver acreditando é quase o mesmo que viver enganado.
O acreditar é a base da estadia nesta realidade que vemos e sentimos. Parece que acreditar é fundamental. Que estranho parece! Todos os anos fico diferente, percebo diferente e sinto diferente, qual delas é a verdadeira?
Sim, todas, porque fazem todas parte da minha vida. Mas ali num certo lugar nenhuma sugiro eu. São apenas passagens de arrumações continuas. O quanto nos fixámos em profundas “realidades” que habitam o mundo com ideias e criações.
Onde está a verdade? Em cada um? Em todos? Numa parte? Em tudo? Em nada? A ideia fixa, a verdade sagrada. A mim parece-me que a verdade é descrita por cada momento criado por algo ou alguém. Que fanáctico missionário me saí. Continuo passeando o caminho da vida fazendo vibrar as pessoas através das minhas ideias e acções. Deverei eu calar-me e dizer nada? Falarei eu de quê? Ai estes pensamentos que moldam formas e costumes! Ai a tradição!
Que prisioneiro me tornei da minha própria fé, de uma moral que construí ao longo da vida segundo percepções variáveis. Estou eu no precipicio da minha indentidade? Estou eu tornando-me neutro? Como posso continuar crente na realidade da minha mente? Questiono tudo, então porque falo eu de tudo? Paro de questionar? Aquele silencio de que procuro, o silencio que “libertará o espirito”... Vivemos num mundo recheado de fanatismo e os fanáticos mais poderosos chegam à posição de poder e “aprisionam” os criminosos/inocentes que se atrevem a questionar a nova autoridade.
Criámos morais baseadas em principios que parecem ser fundamentais ao bem estar humano.
E aqueles que trazem a segurança, a “salvação” dos outros, chamamo-los de herois. Tanta coragem têm eles para quebrar barreiras com a sua “boa” fé e moral. Herois da humanidade, escravos da “verdade divina”, do bem, do positivo.
ferboots
on December 21, 2009
at 03:15 am said:

Yo, just wanna add my comments:
O neutro é o caminho para a paz, para o centro... eu acho que é um bom caminho. Mas na minha vida tenho vivido outro tipo de filosofia; eu gosto de experienciar os extremos;
1- beber directo de um garrafao um vinho rasco mas que na companhia dos meus amigos sabe a agua santa.
2- beber do melhor vinho num copo de cristal rodeado de pessoas oucas mas ao apreciar um vinho tao bom entro num estado de apreciacao da realidade que me faz atenuar a falta de energia que as pessoas emanão.
Quando observo a minha mente, canso-me, tantas vozes, vontades, ideias, objectivos que se conctradizem, vidas que nao posso viver em simultaneo. Uim dia quero viver para as pessoas, noutro so para mim, noutros para ninguem...
Entao eu decidi que em vez de tentar negar todas as experiencias que deveria vivelas conforme as oportuninades aparecem... mas para que realmente as sinta e aprenda algo em cada experiencia tenho de me envolver nessa experiencia com todo o meu ser, tenho de absorver tudo o que poder para aprender verdadeiramente, depois tenho de filtrar o que é mau em cada experiencia e reter o que é bom.
Mas claro apos isto devo voltar ao estado mais neutro possivel, porque eu nao me posso identificar com uma so experiencia, nem com todas as experiencias, porque no fundo as experiencias nao sao nada se eu nao tiver la para as sentir, viver, e dar-lhes valor.
Assim eu penso que:
Estar: é estar consciente e neutro, fully aware, not chasing a single thought
Sentir: é estar consciente, nao ser neutro, e estar emergido numa sensacao.
Viver: é estar conciente, sentir as sencacoes e tirar observacoes sobre elas, e ligar se ao estado neutro para se poder fazer observacoes sobre as nossas observacoes e sencacoes, é a capacidade de gerir o nosso universo interior pela practica de se desligar dele e observar de fora. E a beleza de sentir todo o tipo de sencacoes que o universo dispoe e conseguir nao se agarrar a nenhuma delas, simplesmente usando as sencacoes como forma de conhecimento desta realidade fisica e electromagnetica.

Seja la como for, falar é facil e belo, seja la como for eu amo a minha familia, os meus amigos e as pessoas em geral, seja la como for, esteja eu certo ou errado, seja la como for... é porque é...

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